O Brasil é um
dos países que mais cresceu na produção de soja dos últimos anos, e a expansão
de áreas para a ampliação da produção vem aumentando consideravelmente. Essa
expansão territorial é proporcional à demanda do mercado para suprir as
necessidades alimentares do país e de outras nações.
Mesmo tendo
suposto uma regra lógica para o processo produtivo, ampliando-se as terras
aumenta-se a produção, a natureza obedece a suas próprias regras que nem sempre
corresponde às expectativas dos produtores. Por exemplo, o que aconteceu com a produção de soja durante as safras de 2001
para 2002, quando houve uma perda da produção devido o aparecimento de doenças
causadas por causa da presença de fungos nas plantas.
Assim como
acontecem as perdas de safra por causa do aparecimento de doenças fungicas,
também acontecem perdas pelo surgimento de doenças causadas por outros agentes, os nematóides.
As doenças
causadas por nematóides possuem um agravante, se não são diagnosticadas com
precisão além de causar a perda da safra atual, pode gerar perdas em futuras
safras além de aumentar os gastos do produtor com um tratamento equivocado do
problema.
Existem no mundo
mais de noventa espécies de nematóides e no Brasil temos conhecimento de pelo
menos cinco espécies que costumam afetar as plantações de soja. Algumas doenças
causadas por eles podem levar o produtor à acreditar que existe uma falta de
nutrientes no solo. Outros por possuírem um solo fértil podem observar a
presença da doença tardiamente, quando as plantas já tiverem atingido a
maturidade e não seja possível recuperar os danos.
Um bom método
para evitar a presença de nematóides no solo é a variação de culturas ou
encharcando o solo por certo período de tempo para depois semear. Tendo ciência
de que falamos de produção com prazos para entrega o primeiro método para
evitar a presença dos patógenos seria a mais aconselhável principalmente porque
geraria uma nova fonte de renda através da produção de outra cultura.
Mesmo
assim, ambas as técnicas de prevenção à doença demandam tempo e faz-se
necessária a compreensão por parte dos produtores e receptores destas premissas
para que o cultivo seja seguro. Sendo assim, eles podem através de associações
e parcerias revezar a produção e/ou demandar novos prazos aos compradores para
poder garantir a qualidade do produto.